Eu me enganei sobre o coronel Mauro Cid

Ontem (11), escrevi um post onde afirmei que eu tinha me equivocado tanto em relação ao entre aspas o tímido e injustiçado coronel Mauro Cid.

Às vezes a gente se surpreende com a capacidade que algumas pessoas têm de manipular narrativas. É curioso como certas figuras se escondem atrás de uma aparência tranquila, quase teatral, enquanto arquitetam algo que mais tarde vem à tona com força.

A verdade é que ele nunca foi um delator. Ele foi a cabeça da chamada minuta do golpe, percebeu que tinha feito besteira e saiu distribuindo culpas, acusando todo mundo. Agora fica clara a motivação de tantas versões.

Quando alguém muda demais a própria história é porque já perdeu o controle da própria consciência. Quem vive de mentira sempre tropeça no próprio enredo.

Ele mesmo acabou se perdendo na própria mentira. A queda de uma máscara costuma ser mais barulhenta do que o aplauso de uma plateia inteira. A verdade tem o hábito de aparecer de repente, muitas vezes sem avisar, e quando surge desmonta qualquer fantasia construída às pressas.

Conseguiu enganar a muitos, mas não enganou o advogado criminalista Jeffrey Chiquini. Esse sim não caiu na armadilha vendida por Cid de que o diabo não existe.

Quando alguém tenta convencer o mundo de que o mal é apenas uma invenção, geralmente está tentando se livrar da própria sombra.

O diabo existe sim e neste caso atende pelo nome de coronel Mauro Cid. A realidade não poupa quem insiste em brincar com ela.

A verdade pode ser dura, mas sempre chega com a força de quem não deve nada a ninguém.

Léo Vilhena


Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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