A imprensa hipócrita que criou o monstro agora chora

Que ironia deliciosa! Parte da grande imprensa brasileira, aquela que por anos aplaudiu de pé o Supremo Tribunal Federal (STF) e seu superstar Alexandre de Moraes como salvadores da “democracia”, agora solta gemidos de surpresa com os “superpoderes” do ministro. Eles mesmos forjaram esse Frankenstein judicial, e o monstro virou contra eles. Hora de chamar as coisas pelo nome: foi a mídia esquerdista que semeou essa ditadura togada, e agora colhe o que plantou.

Lembrem-se dos editoriais bajuladores. Em 2019, quando Moraes mandou prender blogueiros e fechar perfis no Twitter por “fake news”, Folha, Globo e Estadão chamavam isso de “defesa da Constituição”. “Alexandre é o guardião da democracia!”, bradavam colunistas como Miriam Leitão e Reinaldo Azevedo (na época ainda no establishment). Apoiaram a CPI das Fake News, a regulação da internet e o inquérito das “ameaças ao STF” — tudo sem mandato popular, sem contraditório, sem freios.

Em 2022, durante as eleições, a mesma imprensa celebrou Moraes como “xerife” contra o “bolsonarismo extremista”. Censurou o Telegram, bloqueou o X (ex-Twitter) no Brasil e calou vozes conservadoras. “É necessário!”, diziam, ignorando que o STF se tornava juiz, júri e carrasco. Criaram o mito do “superministro invencível”, e nós, da direita, alertávamos: isso é o fim do Estado de Direito.

Agora, em 2026, com Moraes estendendo tentáculos para além do imaginável — investigando jornalistas críticos, congelando contas de veículos independentes e até ameaçando prender executivos de tech por não cumprirem ordens sumárias —, a imprensa “progressista” acordou em pânico. Veja a GloboNews choramingando sobre “concentração excessiva de poder”. A Folha publica matérias veladas criticando “abusos”. Até o Estadão, outrora fiel escudeiro, questiona se “o remédio não virou veneno”.

Hipocrisia pura! Eles votaram no monstro com seus editoriais, shares e silêncios cúmplices. Apoiaram emendas que blindaram o STF de accountability, regulação de redes que hoje os sufoca, e um inquérito eterno que Moraes usa como espada de Dâmocles. Resultado? Uma corte que legisla, julga e executa, pisoteando o Congresso e o Executivo eleito.

Nós, conservadores, nunca nos iludimos. O STF de Moraes é o produto tóxico do “judicialismo” petista, financiado por um establishment que odeia o povo soberano. Bolsonaro foi vítima pioneira; agora, a imprensa sente na pele. Solução? PEC da Bengala já, fim dos inquéritos sigilosos, e eleição para o STF — ou o Brasil vira República de Toga.

Chega de choro seletivo. A direita ri por último: vocês criaram o monstro, agora lidem com ele. O povo clama por freios e contrapesos reais.

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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