O maior absurdo de todos não é apenas o fato de um pseudo jornalista, pseudo defensor dos direitos do consumidor, advogado e estudante de medicina tentar, de forma ilegal, assumir o papel de mediador.
A mediação, por lei, deve ser imparcial. Quando ele chega a um estabelecimento já acompanhado de uma das partes, esse ato por si só já compromete completamente a imparcialidade do processo. É um fato.
E o mais alarmante em meio a todas essas evidências é que, em cerca de 95% dos “casos”, a situação termina em confusão, justamente porque esse tipo de exposição gera audiência, engajamento e curtidas para o chamado “defensor do YouTube”.
O que mais espanta é a ausência de providências por parte do Ministério Público, da OAB e das autoridades policiais diante de uma prática tão recorrente.
Alguns comerciantes, de forma bastante lúcida, adotam uma postura legal e defensiva: orientam que a questão seja levada ao Procon ou à Justiça e evitam qualquer tipo de confronto direto. Simplesmente encerram o assunto e seguem com suas atividades, sem alimentar o espetáculo. Viram as costas literalmente para o circo armado.
Essa história, cedo ou tarde, tende a sair do controle e pode acabar gerando consequências mais graves, tanto no campo jurídico quanto no físico, especialmente se continuar sendo tratada como entretenimento em vez de um assunto sério que exige responsabilidade e limites claros.
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Sobre o autor
Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.
Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.
Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.
Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.
"Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"
NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.