Em 2015 escrevi um artigo de opinião em que, há 11 anos, já apontava a grosseria, a arrogância, a prepotência e o jeito esnobe de ser do “menino” Neymar, reparem nas aspas. Um homem, casado, pai, e que muitos ainda insistem em tratar como menino.
Isso, por si só, já ajuda a explicar o comportamento de alguém que não cresceu nem amadureceu. Um verdadeiro Peter Pan tropical.
Mas é preciso reconhecer o mérito de Renê Simões, um técnico de postura firme que, em 2010, ou seja, cinco anos antes do meu artigo, já fazia um alerta claro sobre o “monstro” que estava sendo alimentado. Foi a partir de uma entrevista dele que passei a observar o “menino” como um homem desprezível.
O futebol brasileiro, muitas vezes, contribui para esse tipo de distorção ao blindar seus ídolos de críticas legítimas, criando um ambiente onde talento é confundido com licença para atitudes questionáveis
A famosa frase “estamos criando um monstro” foi dita pelo técnico René Simões em setembro de 2010, após Neymar (então com 18 anos) desrespeitar o treinador Dorival Júnior e companheiros de time em campo. A crítica, que alertava para a falta de educação desportiva e soberania do jogador, tornou-se histórica.
Após uma vitória do Santos contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, René Simões, técnico adversário na época, ficou indignado com o comportamento de Neymar. A Declaração: “Poucas vezes vi alguém tão mal educado desportivamente como esse rapaz. Estamos criando um monstro no futebol brasileiro. Ele é um senhor todo poderoso dentro de campo“, disse Simões.
Neymar discutiu rispidamente com o técnico Dorival Júnior por ter sido proibido de cobrar um pênalti. Além disso, houve relatos de desrespeito de Neymar com seu próprio capitão, Edu Dracena.
Ha muitos anos ele demonstra esse tipo de comportamento recorrente. Anos atrás, em 2019, Neymar puxou e derrubou um garoto da base, durante coletivo da seleção brasileira na granja Comary porque não aceitou ser driblado.
Eu parei de assistir à seleção brasileira com o mesmo vigor e a mesma empolgação de antes, quando passaram a idolatrar um rapaz que, a meu ver, jogava muito. Porém, suas atitudes manchavam sua imagem como um todo, e de forma tão profunda que a carreira de um promissor candidato à Bola de Ouro sucumbiu à falsa promessa de que teríamos novamente um melhor do mundo. Nunca foi, não é e jamais será.
A nova polêmica escancara a arrogância do “menino” Neymar. Segundo relatos, teria ocorrido no CT do Santos FC uma agressão física, em vias de fato, contra um adolescente, filho de seu maior amigo e ídolo, Robinho. O motivo? O garoto teria driblado Neymar duas vezes, fazendo com que ele caísse no chão e se levantasse furioso. Logo ele, que durante anos deixou adversários caídos por sua arte de driblar.
Amigo? Ídolo? Imagine se não fosse. Foi chute, tapa e rasteira no adolescente. A mãe de Robinho Jr entrou com uma queixa-crime e está pedindo ao Santos rigor na apuração.
A contradição é evidente entre o talento que encanta dentro de campo e a dificuldade em lidar com situações simples fora dele, o que reforça a percepção de imaturidade associada ao “menino Neymar”.
Há muito tempo o “menino” Neymar, reparem no deboche, deixou de frequentar resenhas por suas mágicas em campo. Trocou esse protagonismo por escândalos em quartos de hotel, traições, discussões com torcedores, técnicos, jogadores, árbitros e dirigentes, além de conflitos até com o próprio staff.
Por todos os motivos elencados, se esse rapaz for convocado por Carlo Ancelotti, sequer assistirei aos jogos do Brasil na Copa do Mundo nos Estados Unidos.
A seleção brasileira deve ser um espaço para jogadores que honram o futebol dentro e fora de campo, e não para quem constrói uma trajetória marcada por controvérsias.
Vale ponderar que a relação entre ídolos e torcida exige não apenas talento, mas também responsabilidade e postura.
Quando um desses pilares falha, a identificação do torcedor naturalmente se rompe, como no meu caso. Renê Simões estava certo, o monstro cresceu…
Léo Vilhena
Será que só eu penso assim? ⬇️




