A anistia não é um caminho. Ela se tornou imperiosa, urgente e obrigatória.

Quando acordei na manhã de sábado (22), depois de cobrir durante a madrugada o treino de classificação do GP de Las Vegas da fórmula 1, e recebi a notícia da prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, eu tinha a certeza de que seria decorrente daquela condenação absurda e fictícia do golpe de estado que nunca existiu.

Mas eu havia esquecido que não estava mais na Alemanha, onde morei e trabalhei. Eu tinha voltado ao país onde tudo pode acontecer, por mais esdrúxula e bizarra que seja a situação. O Brasil, esse reino alexandrino.

Basear a preventiva numa elucubração sobre uma possível fuga de alguém que jamais fugiria, por morar próximo da embaixada americana e ainda afirmar que uma reunião de oração seria um motivo para facilitar essa fuga, algo do foro íntimo, só reforçou minha convicção de que estamos nas mãos de um psicopata em crise megalomaníaca.

A situação ainda foi referendada por outro ministro comunista que adora falar de cristianismo em votos, decisões e entrevistas, mas que na prática rasga a carta magna e ataca a garantia legal da reunião de culto.

Como acabou de dizer no jornal da Oeste Manhã, nesta segunda feira (24) chuvosa, meu irmão Silvio Navarro: “e eu que achava que só o diabo tinha medo de oração.”

A prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro é ilegal, arbitrária e desumana.

A anistia não é um caminho. Ela se tornou imperiosa, urgente e obrigatória. E com a devida licença poética, dosimetria é a puta que te pariu.

Bom dia.

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

error: Content is protected !!
Rolar para cima