A população brasileira está cansada de discursos vazios e vagos que não geram resultados práticos. Discursos inflamados na internet não resolvem nada quando políticos se recusam a lutar pela anistia. Muitos preferem posar nas redes em vez de trabalhar de verdade em suas casas legislativas. É preciso parar de falar e começar a agir.
O sentimento de frustração cresce porque o país já entendeu que não adianta levantar bandeiras apenas quando há câmera ligada. O brasileiro comum trabalha duro, enfrenta filas, impostos altos, serviços públicos precários e ainda escuta promessas que nunca saem do papel.
Quando o assunto é anistia, vemos declarações repetidas, versões ensaiadas, indignações seletivas e uma completa falta de movimento real. A impressão é que alguns parlamentares vivem em um universo paralelo, distante do sofrimento das famílias que aguardam justiça.
O povo não quer espetáculo. Quer responsabilidade. Quer compromisso. Quer representantes que entendam que um mandato não é um palco, mas uma missão. Cada dia de omissão aumenta a sensação de abandono.
Não basta dizer que apoiam a causa. É necessário construir votos, articular, negociar, pressionar, enfrentar riscos e assumir a posição que juraram defender.
Enquanto a classe política não entender que existe um país inteiro esperando coragem e não frases de efeito, a distância entre Brasília e o Brasil real continuará crescendo.
O povo observa tudo. E quando chegar a hora de cobrar, cobrará com força.
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Sobre o autor
Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.
Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.
Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.
Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.
"Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"
NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.