Gordo, feio, velho e pobre.

Eu tenho espelho em casa e também tenho senso de ridículo… kkkkk

Minha ex mulher justificou para uma amiga em comum que se divorciou de mim porque estou gordo, feio, velho e pobre.

Hahahaha.

Descobriu a pólvora.

Hahahaha…

Me perguntaram se não fiquei chateado com essa justificativa.

Dei muitas risadas.

Sem sacanagem, ri muito. Quase passei mal de tanto rir.

Meu amor, eu sei que sou feio desde 1971. Velho na mesma vibe. Eu sei que estou gordo há 12 anos. E nunca fui rico ou alguém com dinheiro sobrando. Então por que eu ficaria triste ou ofendido se não há nenhuma mentira nessa afirmação que eu mesmo reconheço há décadas?

Hahahaha…

Agora, quero ver ela arrumar um homem com mais dignidade, respeito, caráter, inteligência, romantismo, responsabilidade e senso de família do que eu. Que odeia mentira, abomina falsidade e trabalha que igual a um condenado. Incapaz de trair, bater ou xingar uma mulher

Some a isso uma fé maior que a minha, alguém que viva de bom humor praticamente 25 horas por dia e que seja tão crente quanto eu. Formado em Teologia, Psicologia, Jornalismo e TI.

Misture tudo isso em um único pacote e tente achar outro igual. Pode até encontrar alguém melhor em algum ponto. Mas igual? Sou de uma geração em extinção, que mantém o respeito por mulheres, crianças e idosos. Por amizades e colegas de trabalho.

Alguém intenso, presente, que nunca a deixou na mão, sempre pronto para enfrentar o que viesse e com inteligência para sustentar qualquer conversa.

Já disse isso?

Ah. E com 17 centímetros.

Talvez, no fim das contas, a verdadeira pergunta não seja por que ela saiu, mas se ela realmente entendeu o que estava deixando para trás.

Léo

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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