Amei profundamente a minha mãe e cuidei dela até o seu último suspiro. Mas foi com a ‘nona’, a minha avó paterna, dona Angelina Giglio Vilhena, que foi presidente da FUNCEF nos anos oitenta e que chegou ao Brasil nos anos cinquenta em um navio vindo da Itália, me ensinou a manter intactos cinco pilares na vida. Ser honesto, ser leal, ser trabalhador, ser responsável e ser fiel.
Lealdade. A lealdade não é um enfeite que se coloca ou se retira conforme o clima. É um compromisso que resiste às estações da vida, sejam elas quais forem. Quem abandona alguém no primeiro vendaval ou até em tempos de perseguição nunca foi leal de verdade. Era apenas conveniência.
A lealdade não se molda, não se adapta, não negocia princípios para agradar plateias. Ela permanece firme mesmo quando tudo ao redor desmorona. Em tempos de relações frágeis, a lealdade virou quase um ato de coragem. E é nela que encontramos a medida real do caráter.
Como diz a velha máxima, quem é leal fica, mesmo quando ninguém está olhando. Quem não é, simplesmente não era.
Quem acompanha o trabalho impecável do Silvio Navarro pode afirmar, com muita convicção, que nesses anos na Revista Oeste ele nunca mudou sua forma de agir, pensar, debater, expor e analisar.
Se ele não mudou e nem é um sujeito encrenqueiro, muito pelo contrário, já que nos bastidores ele é um verdadeiro gentleman, então quem mudou?
Ele ou a Oeste?
Silvio Navarro é um profissional absoluto, inteligente, honesto, elegante e profundo em suas análises, sempre carregadas de enorme conhecimento.
Jairo Leal e companhia, refiro me àqueles que comandam a Oeste, esqueceram ou não que um dos responsáveis pela fortificação da marca no Brasil foi justamente Silvio Navarro.
Abandonaram a lealdade e dispensaram da casa um dos pilares que fizeram da revista o que ela foi até hoje, dia nove, pela manhã.
Eu já vinha percebendo que algo de podre rondava a Dinamarca e isso se confirmou para mim quando ontem (08), Silvio Navarro disse em um de seus comentários. “Desculpa Paula por me alongar no comentário. É que na sexta feira (05), eu não falei.”
Eu pensei: “Aí tem coisa.”
E hoje somos surpreendidos com a demissão ou desligamento de um dos profissionais que fizeram da Revista Oeste ser a REVISTA OESTE.
Mas como disse no início. Lealdade não é um enfeite que se coloca ou se retira conforme o clima. É um compromisso que resiste às estações da vida, sejam elas quais forem. Quem abandona alguém no primeiro vendaval ou até em tempos de perseguição nunca foi leal de verdade. Era conveniência.
Silvio: “Te amo meu irmão. Para onde você for seguirei te acompanhando e aprendendo com você.”
Oeste. Adeus. Já cancelei a minha assinatura e apaguei a entrada em minha TV.
Léo Vilhena





