Quando o esporte vira negócio sujo e refém das apostas

Mais uma luta do UFC entrou no radar da associação e do próprio FBI, por suspeitas de fraudes envolvendo as apostas.

Quem afirmou isso foi o próprio Dana White, ao cancelar uma luta no UFC 324, por suspeitas de manipulação de resultados.

No ano passado, em 2025, já escrevi um texto alertando sobre a nocividade da chegada das grandes empresas e sites de apostas.

Todos, repito, absolutamente todos os jogos passaram a ser suspeitos diante do elevado volume de apostas, que maculam e contaminam eventos esportivos ao redor do mundo.

Se há apostadores que ganham e perdem milhares e milhares de dinheiro, em diferentes moedas, há também jogadores, dirigentes e juízes que se vendem para combinar gols, resultados, cartões e expulsões.

Virou terra sem lei.

Há ainda apostadores compulsivos, doentes, que precisam de tratamento e acabam sendo usados por aproveitadores inescrupulosos.

Da mesma forma, existem os chamados espertos, que enxergam nas apostas, essas malignas bets, a chance de ganhar dinheiro fácil.

Creio, de forma íntima e convicta, que todas as bets deveriam ser proibidas no Brasil e no mundo.

Sem uma regulação rígida e independente, sem uma fiscalização real e punições exemplares em todas as esferas, o esporte perde sua essência, sua credibilidade e sua função social.

O que deveria ser competição limpa e entretenimento saudável se transforma em um terreno fértil para fraudes, vícios e corrupção, corroendo a confiança do público e comprometendo gerações de atletas e torcedores.

Léo Vilhena

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  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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