Para muitos leões, falta coragem e sobra pose

Quando a linha editorial passa por alterações, mudanças ou supostos realinhamentos, fica evidente que raramente se trata de convicções genuínas e quase sempre de conveniências.

É duro admitir isso, mas a verdade costuma incomodar.

Essas mudanças podem ter muitos fatores, alguns até compreensíveis, como medo da justiça, perda de receita ou até pavor de qualquer privação de liberdade ou ameaça mais explícita.

Mesmo assim, quem escolhe dançar na chuva não pode tremer diante do risco de um simples resfriado.

Essa é a regra básica de quem atua no debate público.

Já vimos esse filme muitas vezes.

Discursos inflamados que contrastam com tobas inflamados de medo no cool, uma contradição quase cômica para quem observa de fora.

Falta coragem, sobra pose. Para muitos ‘leões’, falta coragem e sobra pose. Por que na verdade são apenas gatinhas.

Talvez devessem trocar de profissão.

Quem sabe balé, job ou influencer.

Quem sabe algo que não exija peito e firmeza em dias turbulentos. Basta ficar de quatro… explicitamente…

Porque jornalismo de opinião que enfrenta o sistema sempre cobrou um preço alto.

Muitos ficaram pelo caminho, desde ‘Jovens’ com brilho nos olhos até veteranos que mudaram seus rumos, indo da ‘Oeste’ para o ‘Leste’, empurrados por pressões e receios que ninguém admite em voz alta.

Realinhamento? Novos ares? Nova fase?

Ingratidão, falta de caráter, covardia e cinismo mudaram de nomes?

Léo Vilhena

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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