Como afirmei no meu artigo anterior, essa é a pior composição da história do STF, e este é o pior presidente que já ocupou a cadeira da mais alta Corte brasileira.
O STF não está apenas desmoronando. Está implodindo, em chamas, e acredito, de fato, que seis ou sete ministros conseguirão se salvar dessa hecatombe que estamos presenciando.
Estamos vivendo dias de pura história.
Alexandre de Moraes, que se achava acima do bem e do mal, intocável, ditador de suas próprias regras, que usa o fígado como neurônios, que se recusa e esnoba uma nação e não explica, como se houvesse alguma explicação, o contrato de milhões de sua esposa com Vorcaro, aparentemente perdeu a força magnânima e está sendo cobrado por seus pares. Perdeu o controle do inquérito do fim do mundo, entrou em transe, marcou um “pronunciamento à nação”, desmarcou cinco minutos após o anúncio e está calado…
Calado…
E remarcou o tal pronunciamento para segunda-feira… Se houver….
Flávio Dino, citado em conversas com Vorcaro e em supostos esquemas, igualmente está atolado até o pescoço em suspeitas de transações escusas e acusado de tentar intimidar uma produtora, por meio de “capangas”, para criar ou inventar uma delação contra Flávio Bolsonaro. E não podemos esquecer os recentes casos envolvendo os veículos oficiais do Maranhão.
Dias Toffoli e Gilmar Mendes, convenientemente e estrategicamente calados, “fora” do olho do furacão, escondidos debaixo da pesada e suja toga, mas igualmente citados no relatório de Vorcaro. Nenhum deles está fora ou longe da lama.
Cármen Lúcia? Zanin?
Com a retirada completa do sigilo do relatório e da delação de Vorcaro, estamos a algumas horas de descobrir a extensão e a proporção dessa hecatombe e, creio, isso poderá fazer ruir a Praça dos Três Poderes.
O que me causa essa certeza?
As recentes frases do ministro André Mendonça, “muita sujeira vai aparecer”, e o silêncio das maritacas Moraes, Mendes, Toffoli e Nine…
Ninguém está preparado para o terremoto que acontecerá.
E quando as peças começarem a cair, talvez descubramos que aquilo que hoje parece apenas uma crise institucional era, na verdade, o começo de algo muito maior.
Léo Vilhena






