Um esgoto chamado STF

Algo tornou se cristalino nessa guerra de liminares no Supremo Tribunal Federal e na crescente tensão institucional que envolve a Corte. Há questões que já não podem ser tratadas como simples divergências jurídicas ou disputas circunstanciais. Três verdades se tornaram, para mim, insofismáveis.

A primeira é que este é o pior presidente do STF de sua história. Edson Fachin não apenas pelas decisões tomadas durante sua gestão, é fraco e omisso, e pela maneira como a Corte vem sendo percebida pela sociedade. Um tribunal constitucional precisa transmitir segurança jurídica, equilíbrio, previsibilidade e, acima de tudo, confiança. Quando a população passa a enxergar o Supremo como parte do conflito que deveria apenas julgar, algo extremamente grave está acontecendo.

A segunda verdade é que este é o mais desastroso colegiado da história do STF. Ministros que deveriam atuar de maneira independente, respeitando os limites estabelecidos pela Constituição, acabam envolvidos em sucessivas disputas internas, decisões monocráticas e interpretações que alimentam ainda mais a crise de credibilidade da instituição.

A terceira talvez seja a mais preocupante. A impressão que fica é a de que alguns ministros deixaram de se comportar exclusivamente como guardiões da Constituição para assumir, aos olhos de parcela significativa da sociedade, uma postura semelhante à de advogados de defesa e protetores de si mesmos.

É preciso deixar claro que criticar o STF não significa atacar a democracia. Muito pelo contrário. Em uma democracia madura, nenhuma instituição está acima das críticas, da fiscalização pública e dos limites constitucionais.
O Supremo é fundamental para a República, mas exatamente por isso precisa ser cobrado. Quanto maior o poder de uma instituição, maior deve ser sua responsabilidade.

A Constituição não pertence aos ministros. Pertence ao povo brasileiro. E o Supremo, como qualquer outra instituição da República, deve servi-la, respeitá-la e cumpri-la.

Léo Vilhena 

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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