Manual de sobrevivência em meio à selva

Estou cansado de agradar, de me doar, de atender a todos e não receber a mesma medida em troca. Estou estafado, emocionalmente exausto e consciente de que esse ciclo não pode continuar.

Preciso amadurecer e manter uma postura de maior distanciamento. Não sair oferecendo meu número de telefone, WhatsApp ou qualquer contato direto na busca constante por amizade, companheirismo ou até mesmo por um amor. Nem toda aproximação merece acesso irrestrito à nossa vida.

Ser mais fechado e reservado não é arrogância. É uma forma legítima de autoproteção. Quem se mostra disponível o tempo todo acaba perdendo valor. A ausência de limites faz com que a presença seja banalizada e o esforço passe despercebido. Valor nasce do equilíbrio.

Estar presente quando faz sentido, mas ausente quando necessário, é uma forma de respeito próprio. Quem aprende a dosar acesso, tempo e atenção não se torna distante, torna-se consciente do próprio valor e ensina os outros a reconhecê -lo. É se fechar para evitar desilusões, reduzir conflitos desnecessários e preservar a própria paz.

Cultivar uma imagem mais inacessível, nesse contexto, não é frieza, mas maturidade emocional e respeito por si mesmo.

Esse recolhimento consciente permite observar melhor as pessoas, filtrar intenções e construir relações mais verdadeiras, quando e se elas realmente fizerem sentido. É nesse silêncio seletivo que se fortalece o equilíbrio e se recupera a dignidade de não aceitar menos do que se oferece. Esse distanciamento não é frieza.

É maturidade emocional. É compreender que nem todos merecem acesso à nossa vida, à nossa história e à nossa confiança. Nem toda presença é saudável, nem toda proximidade é sincera. Aprender a selecionar quem permanece ao nosso lado também é uma forma legítima de amor próprio.

Com o tempo, entende se que preservar limites não afasta o que é verdadeiro, apenas filtra o que é superficial. Quem respeita o seu silêncio, seus limites e seu tempo demonstra mais consideração do que aqueles que exigem acesso imediato.

Cuidar de si, nesse contexto, não é egoísmo. É consciência, equilíbrio e respeito pela própria trajetória.

Autor Desconhecido

Autor

  • Sobre o autor

    Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

    Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

    Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

    Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


    "Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


    NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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